Na Trilha dos Grupos de Jovens

COLEÇÃO: NA TRILHA DO GRUPO DE JOVENS

COMO DINAMIZAR UM GRUPO DE JOVENS?

Essa edição procura responder perguntas relativas a Capacitação Técnica ddos/das jovens, abordando temas como: que são os/as jovens, como planejar, como é realizada uma reunião, entre outros. Trata da Capacitação a partir do lugar bíblico de Emaús e apresenta temas ligados à vida do grupo, favorecendo o processo.

COMO DESENVOLVER A PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO GRUPO DE JOVENS?
O tema desse caderno é o processo de Conscientização. A dimensão política está refletida a partir da mística de Jerusalém. Esse é um excelente material para os grupos de jovens de todo Brasil se prepararem para o ano de 2010, quando teremos as eleições estaduais e nacionais. Trata da conscientização a partir do lugar bíblico de Jerusalém. São roteiros que ajudam a compreender a sociedade e a política.

COMO CUIDAR DA PESSA NO GRUPO DE JOVENS?

Este volume se dedica ao/à jovem, ao seu processo de personalização e trabalho o lugar bíblico de Nazaré. São vários encontros referente a pessoa, às relações e aos projetos de vida. Com foco na pessoa do/a jovem aborda temas referentes à personalização.

COMO VIVENCIAR A FÉ E A MÍSTICA NO GRUPO DE JOVENS?
A publicação deseja ser um instrumento para que os grupos de jovens possam refletir sobre as dimensões da pessoa, com destaque especial à dimensão da Evangelização. Para tanto, oferece um caminho que possibilita a vivência do Processo de Educação na Fé, considerando a pessoa do/a jovem e suas relações.

Sua proposta, a partir do lugar bíblico da Samaria, é favorecer o amadurecimento da fé, traduzida na participação, no engajamento e no apoio às ações desenvolvidas em vista da transformação da realidade para outro mundo possível, com relações alimentadas pela mística cristã.

 
COMO DESENVOLVER A INTEGRAÇÃO DO GRUPO DE JOVENS?

O tema desse caderno é o processo de Integração, a partir do lugar bíblico de Betânia. Os roteiros aprofundam as diversas dimensões integrais da pessoa: consigo mesma, com o grupo/comunidade, com a sociedade, com o planeta. O livro propõe um caminho de cuidado com os/as outros/as e com o planeta, viajando pelas trilhas da diversidade, da amizade, da história e da cultura.

 

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Historia da Pastoral da Juventude

História da Pastoral da Juventude no Brasil

 

 “A Pastoral da Juventude é herdeira de uma história que vem sendo construída em nosso país desde 1930 com a chamada Ação Católica. Por volta de 1920, o Papa Pio XI preocupado com a missão da Igreja diante dos desafios e das grandes mudanças na realidade mundial (processo de urbanização e industrialização), estimulou a chamada Ação Católica que era o espaço de participação dos leigos católicos no apostolado hierárquico da Igreja, para o difusão e a atuação dos princípios católicos na vida pessoal, familiar e social.

 

A Ação Católica no Brasil foi marcada por dois momentos distintos. O primeiro, com a chamada Ação Católica Geral (de 1932 a 1950), e o segundo momento, a Ação Católica Especializada (de 1950 a 1960). Com a Ação Católica Especializada e os seus grupos JAC (Juventude Agrária Católica), JUC (Juventude Universitária Católica), JEC (Juventude Estudantil Católica) e JOC (Juventude Operária Católica) percebemos o início de um novo modelo de evangelização para os jovens. A Pastoral de Juventude herdou muita coisa deste período, como o método Ver-Julgar-Agir; uma prática transformadora a partir da realidade; a descoberta da dimensão política da fé; o protagonismo dos jovens e a presença do Deus Libertador nas lutas do povo.

Mas o surgimento de uma Pastoral Juventude Orgânica e transformadora como conhecemos hoje foi sendo gestado na década de 70 por iniciativa da própria CNBB e iluminado por um novo modelo de Igreja Latino-americana que vinha sendo construído através das conclusões e encaminhamentos das Conferências dos Bispos da América Latina ocorridas em Medelin (1968) e Puebla (1979). Foram nascendo e se organizando as pastorais de juventude: PJ – Pastoral da Juventude, organiza-se a partir dos grupos nas comunidades; PJE – Pastoral da Juventude Estudantil, organiza-se a partir dos grupos nas escolas; PJMP – Pastoral da Juventude do Meio Popular, organiza-se a partir dos grupos do meio popular, tendo como referência a classe social; e PJR – Pastoral da Juventude Rural, organiza-se a partir dos grupos de jovens na zona rural.

Essas pastorais assumem a espiritualidade que une a fé e a vida, a eclesiologia de comunhão e participação, valoriza a história e a caminhada feita, assume uma metodologia que parte da realidade, que reflete, estuda, planeja ações, celebra a caminhada, avalia sempre sua prática, assume os diferentes ambientes onde vivem os jovens.

Em 1983, a CNBB criou o Setor de Juventude, com o objetivo de assumir mais concretamente as orientações da Igreja na América Latina. Assumiu a Pastoral Orgânica da Juventude, tendo o jovem como protagonista de sua ação evangelizadora, visando favorecer a articulação dos jovens a partir dos ambientes onde vivem. Não é uma ação planejada para jovens e, sim, a partir deles (as) “jovens evangelizando jovens” com acompanhamento de assessores.

No Ano Internacional da Juventude (1985), criou-se o Dia Nacional da Juventude (DNJ). Desde então, o DNJ é celebrado todos os anos, reunindo milhares de jovens em todo o país.

Em 1989, a coordenação nacional da Pastoral da Juventude do Brasil, decidiu criar uma Secretaria Nacional, com um (a) jovem eleito em Assembléia. Organiza, também, o jornal “Juventude” destinado aos grupos de jovens.

A grande força da Pastoral da Juventude se dá no Brasil em 1992, marcada pelo tema da Campanha da Fraternidade com o tema: Fraternidade e Juventude, e com o Lema: Juventude Caminho Aberto. De lá para cá, graças à Deus, houve grandes avanços e continuamos caminhando com passos bem avançados.

“A Pastoral da Juventude é utopia e realidade, desafio e tarefa. Já está aí, mas nunca está pronta e acabada. Sua especialidade é estar sempre em construção, dinâmica e criativa, como a própria Juventude”.

A Pastoral da Juventude do Brasil mantém uma estrutura que parte dos grupos de jovens articulados em coordenações nos diversos níveis e ambientes. Ela assume também a assessoria como um ministério de acompanhamento e formação dos jovens e de sua pastoral e, também, a busca do diálogo com as Congregações e Movimentos eclesiais que trabalham com jovens.

 

“Só uma Juventude organizada, será uma juventude forte”. (PUEBLA, 1185/1188).”

 

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