Manuais Orientadores – 3° Conferência Nacional da juventude

Retirado do site http://juventude.gov.br/conferencia/manuais-orientadores/#.VZxcFflVikp

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Etapas livres

Etapas Livres são encontros organizados por qualquer pessoa, organização ou instituição interessados em mobilizar outras pessoas para discussão dos temas da Conferência e elaboração de propostas para a etapa digital.

Quem organiza: qualquer cidadão, cidadã, organização ou instituição interessados.

Quando acontecem: em qualquer data até 31 de outubro de 2015.

As etapas livres e territoriais incluem propostas na etapa digital, mas não elegem delegados ou delegadas para as etapas estaduais ou nacional.

Como organizar uma etapa livre

1º Passo – Antes do evento:

Decida qual o tema a ser discutido ou o território abrangido pela etapa. O que você faz? De quais grupos e coletivos participa? Tente definir qual é o tema de maior interesse para você e para as pessoas que você quer reunir.

Converse com outras pessoas, mostre a elas o que é a 3ª Conferência e convide-as a construir com você o evento. Você pode organizar uma reunião para isso e até sugerir a formação de uma pequena comissão organizadora que vai compartilhar as tarefas para que o evento aconteça.

Defina, em diálogo com as demais pessoas interessadas, data, local, horário de início e duração do evento. Sugerimos que seja, preferencialmente, um local público e, nesse caso, não se esqueça que você precisará de uma autorização para utilização do local. Mas o evento também pode acontecer na sede de alguma das organizações envolvidas na sua realização.

Pense em tudo o que você vai precisar para que o evento aconteça da melhor maneira possível; papel e caneta para as pessoas anotarem, cartolina para escrever as propostas de um modo bem visível, pincel atômico, fita adesiva, datashow, câmera fotográfica, filmadora, sonorização no local, crachás para os participantes e o que mais você achar necessário e puder conseguir. Mas lembre-se: se não conseguir tudo, não tem problema. O que não pode faltar é determinação e diálogo.

Divulgue o evento por todos os meios que estiverem ao seu alcance. Vale utilizar seus perfis e dos demais organizadores em redes sociais, visitar a escola ou outros lugares de concentração de jovens para convidá-los pessoalmente, avisar jornais e rádios comunitárias.

2º Passo – Durante o evento

Credenciamento: no início do evento, os participantes devem ser credenciados. Para isso, você pode fazer uma lista de presença com os seguintes campos: nome, e-mail, idade, gênero (masculino ou feminino), organização da qual faz parte, tema de maior interesse.

Abertura: nesse momento, pode-se fazer uma apresentação tanto da 3ª Conferência Nacional de Juventude quanto da etapa que se está realizando. Certifique-se, sempre, de que todos têm plena ciência do processo, seus objetivos e das regras do debate.

Contextualização: que tal reservar pelo menos uns trinta minutos, logo após o momento de abertura, para construir um contexto geral sobre o tema a ser desenvolvido no evento? Você pode, por exemplo, convidar um especialista ou mesmo sugerir que as várias organizações presentes façam uma fala (breve) sobre o assunto.

Grupos de trabalho: para facilitar a discussão, de modo que todos possam falar e ouvir, os participantes podem ser divididos em grupos menores que elaborarão as propostas. Esse momento é o de maior duração no evento. Cada grupo deve ter um ou mais relatores, que são as pessoas que vão anotar direitinho as propostas que saírem do grupo.

Sistematização: terminados os grupos, os relatores se reúnem e conversam um pouco sobre as principais propostas que apareceram nos grupos. Algumas, por exemplo, podem ser agrupadas por serem muito parecidas? Mas lembre-se: o ideal é que as propostas cheguem ao momento seguinte com a mesma forma e redação com que saíram dos grupos. Essa reunião é só para facilitar o trabalho que vem depois, ok?

Plenária: Chegou a hora de reunir todos no mesmo espaço novamente. Nesse momento, os relatores dos grupos apresentam ao conjunto dos participantes as propostas que saíram dos grupos, se possível, já sugerindo quais propostas podem ser unificadas. Após a leitura de todas elas, podemos consultar se os participantes topam unificar propostas ou, ainda, se propõem alterar a redação de alguma delas.

Priorização: Depois que as propostas foram elaboradas e discutidas nos grupos de trabalho, sistematizadas pelo grupo dos relatores dos grupos e validadas em plenário, pode-se fazer uma priorização delas, se forem muitas. Suponhamos que o evento tenha elaborado 80 propostas; é legal saber quais delas são prioritárias para os participantes, ou seja, as que tem mais apoio, não é? Uma forma de descobrir isso é dispor todas elas num painel, em local visível e acessível para todos. Depois, distribuímos um número de adesivos (aqueles círculos de papel autocolante que a gente encontra em qualquer papelaria) e pedimos que colem nas propostas que acham que devem ser prioridade. Você pode reservar meia hora da programação para esse momento ou mais tempo, se necessário, a depender da quantidade de participantes. Ao final desse processo, as propostas que receberem o maior número de apoio, por meio dos adesivos, serão declaradas prioritárias.

Encerramento: agora podemos reunir novamente todos os participantes em plenário para apresentar o resultado da priorização e para informar a todos dos próximos passos: encaminhar, via plataforma digital da 3ª Conferência, as propostas para a etapa nacional. Você pode, ainda, fazer uma rápida avaliação junto aos participantes, pedindo para que falem o que acharam da participar do evento e de que forma podem continuar atuando em conjunto.

3º Passo – Depois do evento

Inclusão das propostas na etapa digital: para que as propostas da etapa livre ou territorial sejam discutidas na etapa digital e possam chegar à etapa nacional, elas devem ser incluídas na plataforma via o aplicativo da Conferência. As ações e interações nessas propostas (incluir, seguir, apoiar, mobilizar) vão gerar relevância na etapa digital para esta proposta, aumentando sua chance de chegar na etapa nacional. Além disso, as interações geram relevância para o perfil que as incluir, aumentando as chances de que estes participantes possam virar delegados!

Inscreva as Etapas Livres e ganhe pontos!
Você poderá registrar as etapas livres que organizou ou de que participou nas suas informações de perfil completo, no aplicativo da conferência
Pronto! Você já fez história na 3ª Conferência Nacional de Juventude.

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Etapas Municipais, Regionais e Territoriais

Etapas municipais, regionais ou territoriais são encontros realizados por um ou mais municípios para discutir as propostas daquela cidade ou região e eleger os delegados à etapa estadual correspondente.

Quem organiza: uma comissão organizadora local composta por representantes do poder público, conselheiros de juventude e organizações da sociedade civil; essa comissão é coordenada pelo gestor de juventude do município, quando houver, ou por um servidor público indicado pelo Prefeito. No caso de ser uma etapa regional, a comissão organizadora deve ter representantes de todas as cidades abrangidas e será coordenada pelo gestor daquela que for sediar o evento.

Qual a diferença entre uma etapa regional e uma etapa territorial? A etapa regional é composta por dois ou mais municípios contíguos que decidem realizar conjuntamente a sua etapa. Já as etapas territoriais tem como eixo orientador uma identidade territorial relacionada aos Territórios da Cidadania e de Identidade.

O temário é o mesmo da etapa nacional.

Quando acontecem: de 1º de junho a 15 de agosto de 2015.

Elegem propostas e também delegados e delegadas à etapa estadual.

Como organizar

1º Passo – Antes do evento

Formação a Comissão Organizadora Municipal ou Regional: a primeira ação a ser realizada é a formação e instalação da Comissão Organizadora da etapa municipal ou regional em sua cidade; a exemplo da CON e das COEs, a COM é formada pelo órgão institucional responsável pela temática de juventude no município (quando houver) e pelas organizações da sociedade civil que se identificam com a temática e desejam participar do processo. No caso de tratar-se de uma etapa regional, a comissão será composta da mesma forma, com representantes das administrações e da sociedade civil de todos os municípios abrangidos. A Comissão Organizadora é responsável por organizar a etapa municipal ou regional, encaminhar as propostas e a lista de delegados e delegadas eleitos para a etapa estadual.

Marcar data, local, horário e duração da etapa municipal ou regional: a Comissão deve, consultando a COE, planejar o evento municipal ou regional, definindo local, data, horário e toda a estrutura logística necessária à participação dos jovens.

Elaboração, aprovação e divulgação do Regimento: a Comissão deve solicitar à COE a regulamentação da etapa estadual para elaborar e aprovar um regimento para a etapa municipal ou regional. Caso a etapa estadual ainda não tenha um Regimento aprovado, pode-se utilizar como base o Regimento da 3ª Conferência Nacional de Juventude, consultando a COE quanto ao número de delegados e critérios para a composição de delegação à etapa estadual.

Dar ampla publicidade do processo, por meio dos canais governamentais e da sociedade civil, para atingir o maior número possível de jovens e coletivos interessados em participar.

2º Passo – Durante o evento

Credenciamento: todos os participantes da etapa devem ser credenciados no dia do evento, por meio do preenchimento de um formulário com dados básicos (como nome, endereço de e-mail, gênero, idade e se participa de algum coletivo ou organização) e assinatura em lista de presença para receber o crachá de participante.

Abertura: momento de dar as boas-vindas. A Comissão Organizadora pode apresentar os objetivos do encontro ou pode-se aplicar uma dinâmica que promova a interação entre os participantes, por exemplo. É um momento breve, para o qual sugerimos a duração de cerca de 30 minutos.

Contextualização: nesse momento, podemos falar da 3ª Conferência Nacional de Juventude e também das questões e iniciativas em âmbito municipal e regional. Sugerimos que se convide especialistas, acadêmicos, gestores municipais e organizações da sociedade civil. É importante combinar com todos um tempo de fala razoável; após as apresentações, pode-se abrir para comentários e observações dos participantes. Esse momento pode durar entre uma hora e uma hora e meia.

Grupos de trabalho: após a contextualização, já podemos formar os grupos de trabalho; assim, em grupos menores, os participantes terão mais oportunidade de emitir opinião sobre cada uma das questões levantadas e na elaboração de propostas. Os grupos também podem ser divididos por temas mais específicos, se isso facilitar a discussão e elaboração de propostas. O importante é ter um bom grupo de relatoria, com relatores em cada um dos grupos, para que não se perca nada da discussão. Deve-se reservar mais tempo na programação para esse momento.

Sistematização: após o encerramento dos grupos de trabalho, relatores se reúnem, compartilham entre si e analisam as propostas; podem agrupá-las por tema ou qualquer outra afinidade e indicar que, por serem semelhantes, poderiam ser unificadas. Mas lembre-se: é bom manter a redação dos grupos e só fazer a unificação das propostas no momento seguinte, com a participação de todos, ok? Reserve entre 30 minutos e uma hora para esse momento, que pode acontecer durante uma pausa no evento, para uma atividade cultural ou para um lanche (ou, se possível, os dois).

Priorização: é hora de reunir em plenário novamente, para apresentar aos participantes as propostas que saíram dos grupos. Ao fazer isso, a equipe de relatoria e sistematização já pode ir apontando as propostas semelhantes e as que foram agrupadas por temas. Se a maioria estiver de acordo, pode-se unificar as propostas semelhantes, dando-lhes uma nova redação ou “aderindo” uma proposta à outra (se uma ou mais propostas dizem, no fundo, a mesma coisa, pode-se sugerir que apenas uma delas permaneça no debate). Para a priorização das propostas, elas podem ser escritas e expostas em cartolinas, de modo que fiquem bem visíveis, e dispostas em local visível e acessível a todos. Depois, distribuímos um número de adesivos (aqueles círculos de papel autocolante que a gente encontra em qualquer papelaria) e pedimos que colem nas propostas que acham que devem ser prioridade. Sugere-se reservar hora da programação para esse momento ou mais tempo, se necessário, a depender da quantidade de participantes e propostas a serem analisadas.

Eleição de delegados e delegadas à etapa estadual: se a etapa municipal ou regional é eletiva, quer dizer, elege delegados e delegadas à etapa estadual, deve-se reservar um momento na programação para que esses representantes sejam eleitos. A COE vai determinar a quantidade de delegados por município ou regional, e também os critérios, com base no Regimento da 3ª Conferência. O roteiro para eleição de delegados e delegadas pode ser o mesmo sugerido para as etapas estaduais, no tópico seguinte. Os momentos de priorização das propostas e eleição de delgados e delegadas podem acontecer simultaneamente.

Anúncios e Encerramento: encerrados os momentos de priorização e eleição, os participantes do evento se reúnem para os anúncios das propostas vencedoras e da delegação que representará o município ou a região na etapa estadual.

3º Passo – Depois do evento

A Comissão Organizadora Municipal, Regional ou Territorial deve dar conhecimento e transparência de seus resultados à Comissão Organizadora Estadual e a todos os participantes. Para isso, deve seguir 2 passos:

1 – Registrar as propostas aprovadas no aplicativo da conferência utilizando o perfil especial de “cadastrar conferência”. Registre cada proposta aprovada como um tópico diferente no aplicativo.

2 – Encaminhar à COE a lista de delegados titulares e suplentes eleitos para a etapa estadual, junto com os registros comprobatórios da realização do evento (lista de presença assinada pelos participantes, lista de candidatos à delegado, fotos do evento).

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Etapas Estaduais e do Distrito Federal

Etapas estaduais e do Distrito Federal: são encontros realizados para debater as propostas originadas nas etapas municipais e regionais, além de elaborar propostas e eleger delegados e delegadas à etapa nacional.

Quem organiza: uma comissão local coordenada pelo órgão do governo estadual ou do DF e composta por membros do Conselho Estadual ou Distrital de Juventude, quando houver, organizações da sociedade civil e um representante indicado pela Comissão Organizadora Nacional.

O temário é o mesmo da etapa nacional.

Quando acontecem: entre 1º de setembro a 31 de outubro de 2015, em data definida pela Comissão de Estadual.

Elegem propostas e também delegados e delegadas à etapa nacional.

1º Passo – Antes do evento

Formação da Comissão Organizadora Estadual (COE): a primeira ação a ser feita é formar a Comissão Organizadora Estadual, como manda o Regimento da 3ª Conferência Nacional de Juventude. Depois de formada, o gestor de juventude deve fazer a inscrição da COE na Plataforma Digital da 3ª Conferência. A COE será coordenada pelo órgão público responsável pela temática de juventude no estado e terá composição paritária entre sociedade civil e poder público. A Comissão Organizadora Nacional vai indicar um representante para acompanhar e auxiliar os trabalhos da COE.

Elaboração, aprovação e divulgação do Regimento: a COE deve elaborar e aprovar um regimento para a etapa estadual com base no Regimento da 3ª Conferência Nacional de Juventude.

Determinar a proporção de delegados das etapas municipais: a COE deve determinar as proporções de delegados e delegadas que cada cidade que realizar etapa municipal poderá eleger, levando em conta o critério populacional.

Marcar data, local, horário e duração da etapa estadual: a COE deve planejar o evento estadual, definindo local, data, horário e toda a estrutura logística necessária à participação dos jovens.

Dar ampla publicidade do processo, por meio dos canais governamentais e da sociedade civil, para atingir o maior número possível de jovens e coletivos interessados em participar.

Acompanhar e auxiliar os municípios na realização das etapas que antecedem a etapa estadual.

2º Passo – Durante o evento

Credenciamento: todos os participantes da etapa estadual devem ser credenciados no dia do evento, por meio do preenchimento de um formulário com dados básicos (como nome, endereço de e-mail, sexo, idade e se participa de algum coletivo ou organização) e assinatura em lista de presença para receber o crachá de delegado/a.

Abertura: momento de dar as boas vindas aos delegados e delegadas. Falam autoridades, como o Governador ou seu representante, o gestor de juventude, representantes do Conselho Estadual de Juventude (se houver), representantes da COE. É um ato breve, para o qual sugerimos a duração de cerca de 30 minutos. Pode-se, além das falas, incluir uma apresentação cultural (o que deixaria o ato de abertura muito mais interessante, não?).

Contextualização: nesse momento, podemos falar da 3ª Conferência Nacional de Juventude e também das questões e iniciativas em âmbito estadual. Sugerimos que a COE convide especialistas, acadêmicos, gestores municipais e organizações da sociedade civil. É importante combinar com todos um tempo de fala razoável; após as apresentações, pode-se abrir para comentários e observações dos delegados e delegadas presentes. Esse momento pode durar entre uma hora e uma hora e meia.

Grupos de trabalho: após a contextualização, já podemos formar os grupos de trabalho; assim, em grupos menores, os delegados e delegadas terão mais oportunidade de emitir sua opinião sobre cada uma das questões levantadas e na elaboração de propostas. Os grupos também podem ser divididos por temas mais específicos, se isso facilitar a discussão e elaboração de propostas. O importante é ter um bom grupo de relatoria, com relatores em cada um dos grupos, para que não se perca nada da discussão. Deve-se reservar mais tempo na programação para esse momento.

Sistematização: após o encerramento dos grupos de trabalho, relatores se reúnem, compartilham entre si e analisam as propostas; podem agrupá-las por tema ou qualquer outra afinidade e indicar que, por serem semelhantes, poderiam ser unificadas. Mas lembre-se: é bom manter a redação dos grupos e só fazer a unificação das propostas no momento seguinte, com a participação de todos os delegados e delegadas, ok? Reserve entre 30 minutos e uma hora para esse momento, que pode acontecer durante uma pausa na etapa, para uma atividade cultural ou para um lanche (ou, se possível, os dois).

Priorização: é hora de reunir em plenário novamente, para apresentar aos delegados e delegadas as propostas que saíram dos grupos. Ao fazer isso, a equipe de relatoria e sistematização já pode ir apontando as propostas semelhantes e as que foram agrupadas por temas. Se a maioria dos delegados estiver de acordo, pode-se unificar as propostas semelhantes, dando-lhes uma nova redação ou “aderindo” uma proposta à outra (se uma ou mais propostas dizem, no fundo, a mesma coisa, pode-se sugerir que apenas uma delas permaneça no debate). Para a priorização das propostas, elas podem ser escritas e expostas em cartolinas, de modo que fiquem bem visíveis, e dispostas em local visível e acessível a todos. Depois, distribuímos um número de adesivos (aqueles círculos de papel autocolante que a gente encontra em qualquer papelaria) e pedimos que colem nas propostas que acham que devem ser prioridade. Na etapa estadual, deve-se reservar uma hora da programação para esse momento ou mais tempo, se necessário, a depender da quantidade de participantes e propostas a serem analisadas.

Eleição de delegados e delegadas à etapa nacional: a programação da etapa estadual deve prever um momento específico, com duração razoável, para o processo de eleição de delegados e delegadas à etapa nacional. Esse é um momento bastante sensível e que tem de ser, por isso mesmo, muito bem pactuado entre todos os participantes da etapa. É fundamental observar os critérios determinados pelo Regimento da 3ª Conferência para composição das delegações. São eles:

  • as delegações devem ter, obrigatoriamente, paridade entre os gêneros masculino e feminino;
  • 20% devem ser representantes do poder público;
  • 50% deve ter entre 15 e 29 anos.
  • proporcionalidade étnico-racial de acordo com a tabela do IBGE.

Mas, como será o processo de eleição de delegados? Damos, a seguir, uma sugestão de mecanismo eleitoral; a COE pode optar por outros métodos que não este, mas, atenção: as delegações que não forem compostas segundo os três critérios destacados no Regimento, serão anuladas pela Comissão Organizadora Nacional e não poderão representar o estado na 3ª Conferência.

Sugestão de roteiro para eleição de delegados e delegadas nas etapas estaduais:

1 – No momento do credenciamento, o credenciador pergunta ao participante se este tem intenção de ser delegado/a também na etapa nacional. Se a resposta for positiva, ele insere os dados do delegado/a em uma lista de candidatos à etapa nacional.

2 – A listagem de candidatos é uma planilha simples, contendo os seguintes dados, que serão importantes na hora de compor a delegação:

Nome Gênero Raça/Etnia Idade

Atenção: estes são os dados que vamos copiar na planilha de candidatos/as à etapa nacional. Para o credenciamento dos participantes da etapa estadual poderão ser solicitados outros dados.

3 – Terminado o credenciamento e tendo uma listagem com os dados de todos os participantes que desejam ser delegados à etapa nacional, podemos atribuir números aos candidatos/as, para facilitar o processo de votação. É só ordenar a lista e dar um comando de numeração direto na planilha ou editor de texto.

4 – A lista com os nomes (em ordem alfabética) dos candidatos/as (e seus números, se optar-se por atribuir a numeração) deve ser afixada em local visível para a consulta de todos os participantes.

5 – Os candidatos e candidatas podem “fazer campanha”, expondo o número, defendendo suas propostas e conversando com os demais participantes da etapa estadual, mas sempre respeitando os demais candidatos/as e todos os participantes da etapa.

6 – Cada participante pode votar em um único nome para delegado ou delegada à etapa nacional; será preciso, portanto, ter preparado antecipadamente cédulas de votação onde cada um deve escrever o nome ou o número correspondente de seu candidato/a a delegado/a nacional.

7 – Para a votação, a Comissão também deve preparar uma lista em ordem alfabética de todos os participantes credenciados na etapa. Então, antes de receber a cédula, cada participante assinará essa lista, à frente de seu nome. Esses instrumentos garantirão a lisura e o controle posterior do processo frente a qualquer questionamento.

8 – Deve-se garantir a confidencialidade e a inviolabilidade do voto de cada participante. É claro que a expressão é livre, e o participante pode manifestar seu voto, se quiser; mas a confidencialidade também é um direito e, para isso, o local de preenchimento da cédula e o depósito do voto em urna devem ser protegidos, como acontece em uma votação oficial.

9 – A eleição de delegados e delegadas à nacional pode acontecer simultaneamente ao momento da priorização, mas em espaço diferente deste. Por exemplo, se a etapa acontecer em uma escola, a priorização pode acontecer no pátio enquanto a votação ocorre em uma ou mais salas.

10 – Após encerrada a votação, a Comissão deve proceder a apuração; primeiro, contabilizam-se todos os votos, depois, aplica-se os critérios de diversidade da delegação constantes do Regimento da 3ª Conferência. Importante: os critérios também devem ser aplicados aos suplentes. Uma dica: atribuir um número a cada candidato/a vai facilitar bastante o processo de votação e apuração; números são mais fáceis do que nomes, tanto para serem escritos pelos votantes quanto lidos pelos apuradores.
Anúncio das propostas à etapa nacional e dos delegados e delegadas eleitos: terminado o processo de votação e apuração dos votos e também feita a contagem dos votos nas propostas, vem o grande anúncio de que a nossa etapa estadual atingiu seus objetivos. Temos ideias e propostas para a etapa nacional e uma delegação que nos represente em Brasília.

Encerramento: esse é o momento de terminar “pra cima” a etapa estadual, com a expectativa da participação na etapa nacional e de colocarmos em prática as propostas feitas pelos jovens; que tal, então, se os delegados e delegadas eleitos puderem se apresentar e se comprometer com a defesa das ideias elaboradas na etapa estadual? A Comissão pode definir um tempo máximo para cada um dar seu recado.

3º Passo – Depois do evento

A Comissão Organizadora Estadual tem a responsabilidade de dar conhecimento dos resultado da etapa estadual à Comissão Organizadora Nacional. Para isso, o gestor de juventude, ou outra pessoa designada pela COE, deve:

  • Registrar as propostas aprovadas no aplicativo da conferência utilizando o perfil especial de “cadastrar conferência”. Registre cada proposta aprovada como um tópico diferente no aplicativo.
  • Encaminhar à CON a lista de delegados titulares eleitos e suplentes para a etapa nacional, junto com os registros comprobatórios da realização do evento (lista de presença assinada pelos participantes, lista de candidatos à delegado, fotos do evento).

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Etapa Digital

Etapa Digital é realizada inteiramente no ambiente digital da 3ª Conferência e não requer participação em eventos presenciais. Nele, qualquer pessoa pode apresentar propostas e discutir sobre o que está sendo proposto no ambiente digital.

Quem organiza o ambiente é disponibilizado pela Comissão organizadora Nacional, para ser utilizado por qualquer pessoa.

Quando acontecem é uma etapa permanente até o dia 31 de outubro de 2015.

Onde está o ambiente de participação? Ele estará disponível em breve aqui, emjuventude.gov.br/conferência/

Como participar?
Basta acessar o aplicativo “#3ConfJuv”, disponível para uso online em juventude.gov.br/conferencia ou para instalação nas lojas online de smartphones ou tablets Android ou iOS.

Você faz o seu cadastro e a partir daí já pode apresentar propostas, comentar e as propostas de outros usuários. Se você já tem cadastro no “Portal da Juventude” – juventude.gov.br – é só usar o mesmo login e senha.

Como ganhar pontos (e relevância) para a minha proposta?
Existem 4 maneiras de aumentar a relevância de uma proposta: conseguir seguidores, obter apoios, receber comentários e engajar mobilizadores. O número total de atividades em cada categoria é multiplicado por seu respectivo peso. A soma dos valores de cada categoria de atividade resulta no valor de relevância total da proposta. A pontuação e critérios de relevância das propostas são os seguintes:

  • Cada seguidor: 20 pontos
  • Cada apoiador: 30 pontos
  • Cada comentário: 50 pontos
  • Cada mobilizador: 70 pontos

Nesta etapa, a relevância das propostas é o critério prevalente, podendo haver mais propostas de um grupo temático ou de outro. As 305 propostas mais relevantes serão incluídas para deliberação e votação dos delegados/as da Etapa Nacional.

No entanto, caso algum eixo temático não tenha propostas nela lista, as dez mais relevantes de cada eixo serão incluídas no texto norteador da Etapa Nacional para deliberação.

Como eu me torno delegado/a?
A eleição na etapa digital será feita por meio de ranqueamento dos perfis no âmbito do aplicativo da 3ª Conferência. Funciona assim: por meio do seu perfil, você inclui propostas na etapa digital. A partir da inclusão da proposta, ela já está fazendo parte da etapa.

Os outros participantes poderão, então, gerar ações (seguir, comentar, apoiar, mobilizar) em torno da proposta. Cada uma dessas ações gera pontuação de relevância para a proposta, para o perfil que incluiu a proposta na etapa digital e também para o perfil que executou as ações. Ao término da etapa, temos uma listagem dos perfis que se tornaram mais relevantes no processo; sobre essa lista, aplicamos critérios que garantam a diversidade dessa delegação.

A etapa digital aplicará sobre a eleição dos 600 delegados que elegerá os mesmos critérios de diversidade das etapas estaduais, mas considerando o quadro estatístico do IBGE em nível nacional, já que ela não está vinculada a nenhum território ou unidade federativa específicos

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